A Nutrição Funcional é uma evolução natural da Ciência do corpo humano. Ela está fundamentada nas informações fisiológicas e bioquímicas do organismo, compreendendo a interação que existe entre todos os sistemas do corpo em conjunto com as características dos nutrientes.
Os profissionais que atuam na Nutrição Clínica Funcional consideram o diagnóstico e o tratamento nutricional centrado no paciente, conforme as características genéticas, bioquímicas e metabólicas dos desequilíbrios funcionais desencadeantes dos processos patológicos, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde, vendo a "PESSOA" como um ser inteiro em seus aspectos fisiológicos, emocionais, sociais e de essência humana.
Somos formados por cerca de 100 trilhões de células e renovamos 50 milhões destas diariamente. Estas células são formadas exclusivamente por nutrientes e fitoquímicos e estes são fornecidos pela nossa alimentação diária. é exatamente essa matéria-prima que fornecemos para a renovação celular que irá determinar o resultado, bom ou ruim, orgânico ou funcional do novo tecido que teremos.
Os nutrientes e fitoquímicos dos mais variados alimentos executam funções específicas no nosso organismo e, conhecendo esses processos pode-se detectar os desequilíbrios funcionais. Esses desequilíbrios funcionais são alterações das funções normais orgânicas, causadas por carências nutricionais e sobrecarga do sistema imunológico, além da diminuição da capacidade do organismo de eliminar toxinas. Esses desequilíbrios funcionais podem desencadear distúrbios que nos afetam tanto na nossa saúde física, como mental e emocional.
Os distúrbios funcionais se manifestam por meio de: enxaqueca, insônia, depressão, hiperatividade, distúrbios de concentração e aprendizagem, alterações de humor, ansiedade, compulsões, irritabilidade, problemas gastrointestinais, rinites, sinusites, dores musculares e articulares, fadigas inexplicáveis, dermatites, doenças auto-imunes, obesidade, entre outras. Dessa forma, a Nutrição Funcional possibilita tratar efetivamente as CAUSAS desses distúrbios, restabelecendo o equilíbrio orgânico e PREVENINDO novos problemas.
Todo o avanço da ciência obtido nos últimos anos, tanto por meio das descobertas bioquímicas e genéticas, como pela capacidade de análise do organismo, permitem que a nutrição clínica funcional ofereça respostas muito mais eficazes para os distúrbios funcionais, tão comuns hoje em dia na população, devido às mudanças bruscas que vem acontecendo com nossa alimentação e modo de vida. Mudanças estas que estão comprometendo toda uma geração, como comprovado pelo estudo realizado pelo Dr. David Ludwing do Hospital de Crianças de Boston e publicado no dia 17/03/2005 no New England Journal of Medicine demonstrando que a expectativa de vida da população está reduzindo em 4 a 9 meses devido a atual epidemia da obesidade infantil. Além disso, o estudo demonstra que se essa epidemia persistir a expectativa de vida pode encurtar em até 5 anos nos próximos 20 anos.
A Nutrição Funcional tem aplicação urgente devido a insatisfação com o modelo convencional de tratamento, o encarecimento progressivo dos tratamentos alopáticos, os efeitos colaterais dos medicamentos e principalmente pela mudança consensual da população que vem dando preferência a uma visão mais integral do processo saúde-doença. Dessa forma, se reconhece a importância de aplicar uma abordagem holística e ecológica da nutrição para que o nutricionista possa estar atualizado de acordo com as mudanças das políticas públicas de saúde em termos mundiais e para que possa trabalhar de forma integrada com a equipe de saúde dentro desse novo paradigma.
Princípios da Nutrição Clínica Funcional
1. Individualidade bioquímica;
2. Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;
3. Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;
4. Interconexões dos fatores fisiológicos;
5. Equilíbrio nutricional evitando-se carências e excessos;
6. Saúde como vitalidade positiva.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Efeitos do pistache sobre os fatores de risco de doença cardiovascular e mecanismos de ação: um estudo dose-resposta
O consumo de nozes diminui os riscos de doença cardiovascular (DCV). Estão faltando estudos sobre os efeitos do pistache, uma castanha densa nutricionalmente, sobre os fatores de risco de DCV, relações dose-resposta, e mecanismos na redução de lipídeos. Foram avaliados os efeitos de duas doses de pistache, adicionadas em uma dieta com baixo teor de gordura, sobre lipídeos e lipoproteínas, subclasses de apolipoproteínas definidas como apolipoproteínas(apo), e ácidos graxos no plasma. O objetivo foi investigar os mecanismos de ação, dessa forma, foi mensurada a proteína transportadora de colesterol éster e índices de atividade da estearoil-CoA desaturase no plasma (SCD). Em um estudo cruzado aleatório, 28 indivíduos com LDL-colesterol 2.86 mmol/L consumiram três dietas isoenergéticas por quatro semanas cada. Medidas no baseline foram avaliadas após duas semanas de uma dieta típica ocidental. As dietas experimentais incluíram dieta controle com menor teor de gordura com nenhum pistache [25% gordura total; 8% ácidos graxos saturados (SFAs), 9% ácidos graxos monoinsaturados (MUFAs), e 5% ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs)], 1 porção/d de uma dieta com pistache (1 DP; 10% de energia de pistache; 30% gordura total; 8% SFAs, 12% MUFAs, e 6% PUFAs), e 2 porções/d de uma dieta com pistache (2 DP; 20% de energia de pistache; 34% gordura total; 8% de SFAs, 15% de MUFAs e 8% de PUFAs). As duas DP reduziram (P < 0.05 comparado com a dieta controle) colesterol total (–8%), LDL-colesterol (–11.6%), HDL-não-colesterol (–11%), apo B (–4%), apo B/apo A-I (–4%), e atividade de SCD no plasma (–1%). A DP 1 e a DP 2, respectivamente, elicitou uma dose dependente para redução (P < 0.05) de colesterol total/HDL colesterol (–1% e –8%), LDL colesterol/HDL colesterol (–3% e –11%), e HDL-não-colesterol/HDL-colesterol (–2% e –10%). A inclusão de pistache em uma dieta saudável afeta beneficamente os fatores de risco de DCV em uma dose-resposta, que muitos dos efeitos refletem sobre SCD.
Fonte: www.vponline.com.br
Fonte: www.vponline.com.br
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