sábado, 20 de dezembro de 2008

Xarope de milho com alto teor de frutose, ingestão calórica, e regulação do apetite

Xarope de milho com alto teor de frutose (XMTF) tem implicado no ganho excessivo de peso por meio de mecanismos vistos em alguns estudos devido alimentação e por meio da abundância de alimentos durante anos de aumento da obesidade. Comparado com a glicose pura, pensa-se que a frutose deve estar associada com secreção insuficiente de insulina e leptina e supressão de grelina. Contudo, quando XMTF é comparado com sucrose, o adoçante mais comumente consumido, tais diferenças não são aparentes, e apetite e ingestão calórica não diferem em curto prazo. Estudos em longo prazo sobre conexões entre XMTF, potenciais mecanismos, e peso corporal não tem sido conduzidos. O principal objetivo da revisão foi avaliar dados coletivos sobre associações entre o consumo de XMTF e balanço energético, com foco particular sobre a ingestão energética e sua regulação.
FONTE: http://www.vponline.com.br/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

CFN vai ao MP contra artigo de nutrólogo

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) protocolou representação no Ministério Público Federal (MPF) a fim de que sejam adotados os procedimentos legais cabíveis tendo em vista a divulgação do artigo "A importância da Nutrologia: conceitos e campo de ação dos nutrólogos", de autoria do professor José Eduardo Dutra de Oliveira. O texto foi publicado na edição nº 1 da Revista de Nutrologia.

No documento, apresentado nesta terça-feira (21), o CFN explica que o artigo aponta como atribuições do nutrólogo atividades que, na realidade, são privativas do nutricionista, de acordo com a Lei 8.234/91. A partir dessa avaliação, o CFN expôs ao MPF que há indícios de violação à Lei de Imprensa, que atribui à conduta "incitar à prática de qualquer infração às leis penais" a pena de detenção ou multa. São citados na representação o editor-chefe da Revista de Nutrologia, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), além do autor do artigo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O QUE É NUTRIÇÃO FUNCIONAL?

A Nutrição Funcional é uma evolução natural da Ciência do corpo humano. Ela está fundamentada nas informações fisiológicas e bioquímicas do organismo, compreendendo a interação que existe entre todos os sistemas do corpo em conjunto com as características dos nutrientes.

Os profissionais que atuam na Nutrição Clínica Funcional consideram o diagnóstico e o tratamento nutricional centrado no paciente, conforme as características genéticas, bioquímicas e metabólicas dos desequilíbrios funcionais desencadeantes dos processos patológicos, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde, vendo a "PESSOA" como um ser inteiro em seus aspectos fisiológicos, emocionais, sociais e de essência humana.
Somos formados por cerca de 100 trilhões de células e renovamos 50 milhões destas diariamente. Estas células são formadas exclusivamente por nutrientes e fitoquímicos e estes são fornecidos pela nossa alimentação diária. é exatamente essa matéria-prima que fornecemos para a renovação celular que irá determinar o resultado, bom ou ruim, orgânico ou funcional do novo tecido que teremos.

Os nutrientes e fitoquímicos dos mais variados alimentos executam funções específicas no nosso organismo e, conhecendo esses processos pode-se detectar os desequilíbrios funcionais. Esses desequilíbrios funcionais são alterações das funções normais orgânicas, causadas por carências nutricionais e sobrecarga do sistema imunológico, além da diminuição da capacidade do organismo de eliminar toxinas. Esses desequilíbrios funcionais podem desencadear distúrbios que nos afetam tanto na nossa saúde física, como mental e emocional.

Os distúrbios funcionais se manifestam por meio de: enxaqueca, insônia, depressão, hiperatividade, distúrbios de concentração e aprendizagem, alterações de humor, ansiedade, compulsões, irritabilidade, problemas gastrointestinais, rinites, sinusites, dores musculares e articulares, fadigas inexplicáveis, dermatites, doenças auto-imunes, obesidade, entre outras. Dessa forma, a Nutrição Funcional possibilita tratar efetivamente as CAUSAS desses distúrbios, restabelecendo o equilíbrio orgânico e PREVENINDO novos problemas.

Todo o avanço da ciência obtido nos últimos anos, tanto por meio das descobertas bioquímicas e genéticas, como pela capacidade de análise do organismo, permitem que a nutrição clínica funcional ofereça respostas muito mais eficazes para os distúrbios funcionais, tão comuns hoje em dia na população, devido às mudanças bruscas que vem acontecendo com nossa alimentação e modo de vida. Mudanças estas que estão comprometendo toda uma geração, como comprovado pelo estudo realizado pelo Dr. David Ludwing do Hospital de Crianças de Boston e publicado no dia 17/03/2005 no New England Journal of Medicine demonstrando que a expectativa de vida da população está reduzindo em 4 a 9 meses devido a atual epidemia da obesidade infantil. Além disso, o estudo demonstra que se essa epidemia persistir a expectativa de vida pode encurtar em até 5 anos nos próximos 20 anos.

A Nutrição Funcional tem aplicação urgente devido a insatisfação com o modelo convencional de tratamento, o encarecimento progressivo dos tratamentos alopáticos, os efeitos colaterais dos medicamentos e principalmente pela mudança consensual da população que vem dando preferência a uma visão mais integral do processo saúde-doença. Dessa forma, se reconhece a importância de aplicar uma abordagem holística e ecológica da nutrição para que o nutricionista possa estar atualizado de acordo com as mudanças das políticas públicas de saúde em termos mundiais e para que possa trabalhar de forma integrada com a equipe de saúde dentro desse novo paradigma.

Princípios da Nutrição Clínica Funcional
1. Individualidade bioquímica;
2. Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;
3. Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;
4. Interconexões dos fatores fisiológicos;
5. Equilíbrio nutricional evitando-se carências e excessos;
6. Saúde como vitalidade positiva.

Efeitos do pistache sobre os fatores de risco de doença cardiovascular e mecanismos de ação: um estudo dose-resposta

O consumo de nozes diminui os riscos de doença cardiovascular (DCV). Estão faltando estudos sobre os efeitos do pistache, uma castanha densa nutricionalmente, sobre os fatores de risco de DCV, relações dose-resposta, e mecanismos na redução de lipídeos. Foram avaliados os efeitos de duas doses de pistache, adicionadas em uma dieta com baixo teor de gordura, sobre lipídeos e lipoproteínas, subclasses de apolipoproteínas definidas como apolipoproteínas(apo), e ácidos graxos no plasma. O objetivo foi investigar os mecanismos de ação, dessa forma, foi mensurada a proteína transportadora de colesterol éster e índices de atividade da estearoil-CoA desaturase no plasma (SCD). Em um estudo cruzado aleatório, 28 indivíduos com LDL-colesterol 2.86 mmol/L consumiram três dietas isoenergéticas por quatro semanas cada. Medidas no baseline foram avaliadas após duas semanas de uma dieta típica ocidental. As dietas experimentais incluíram dieta controle com menor teor de gordura com nenhum pistache [25% gordura total; 8% ácidos graxos saturados (SFAs), 9% ácidos graxos monoinsaturados (MUFAs), e 5% ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs)], 1 porção/d de uma dieta com pistache (1 DP; 10% de energia de pistache; 30% gordura total; 8% SFAs, 12% MUFAs, e 6% PUFAs), e 2 porções/d de uma dieta com pistache (2 DP; 20% de energia de pistache; 34% gordura total; 8% de SFAs, 15% de MUFAs e 8% de PUFAs). As duas DP reduziram (P < 0.05 comparado com a dieta controle) colesterol total (–8%), LDL-colesterol (–11.6%), HDL-não-colesterol (–11%), apo B (–4%), apo B/apo A-I (–4%), e atividade de SCD no plasma (–1%). A DP 1 e a DP 2, respectivamente, elicitou uma dose dependente para redução (P < 0.05) de colesterol total/HDL colesterol (–1% e –8%), LDL colesterol/HDL colesterol (–3% e –11%), e HDL-não-colesterol/HDL-colesterol (–2% e –10%). A inclusão de pistache em uma dieta saudável afeta beneficamente os fatores de risco de DCV em uma dose-resposta, que muitos dos efeitos refletem sobre SCD.

Fonte: www.vponline.com.br

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O DNA do guaraná Com 210 cromossomos, genoma da planta amazônica fornece pistas sobre suas propriedades terapeuticas

-Pesquisa FAPESP -
© Murilo Rodrigues de Arruda / Embrapa Amazônia Ocidental

Guaraná: genes importantes para produção de flavonóides
Espécie nativa da Região Norte que virou sinônimo de refrigerante tipicamente brasileiro e importante ingrediente de extratos e pós destinados aos mais variados fins, nem todos com comprovação científica, o guaraná começa a ser entendido no que tem de mais íntimo: o DNA. Dois trabalhos recém-publicados em revistas internacionais por membros da Rede da Amazônia Legal de Pesquisa Genômica (Realgene) mostram facetas desconhecidas da biologia molecular dessa planta trepadeira, cultivada há séculos como estimulante por tribos da Amazônia central, como os maués e os andirás, e hoje pelo homem contemporâneo também em outras partes do país, como na Bahia, maior estado produtor de guaraná. O primeiro estudo, que ganhou as páginas do Journal of Plant Research em maio do ano passado, revela a existência de 210 cromossomos na variedade sorbilis da Paullinia cupana, o tipo de guaraná que os pesquisadores analisaram. O número chamou a atenção, ainda mais se comparado ao encontrado em outras sete espécies do gênero Paullinia, todas com 24 cromossomos. “Alguns colegas diziam que o guaraná tinha tantos cromossomos que era praticamente impossível contá-los”, comenta o biólogo molecular Spartaco Astolfi-Filho, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenador da Realgene. Mas, com o apoio de Carlos Roberto de Carvalho, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o biólogo Danival Vieira de Freitas da Ufam, primeiro autor do estudo, logrou tal feito. Embora não seja inédita, a presença de tantos cromossomos em plantas é um evento raro. No artigo, os pesquisadores acreditam que o processo de domesticação do guaraná, levado a cabo pelos primeiros indígenas, pode ter favorecido a seleção de exemplares da planta com muitos cromossomos. Dessa forma, os povos da floresta teriam sido os responsáveis pela criação e propagação da variedade sorbilis da P. culpana, atualmente a mais cultivada no país. O segundo trabalho saiu agora em janeiro na Plant Cell Reports e vai ainda mais fundo no material genético desse cipó amazônico. Em vez de seqüenciar todos os genes do guaraná, uma tarefa difícil devido ao enorme tamanho do genoma da planta, cerca de três vezes maior que o do homem, os pesquisadores optaram por procurar apenas pelos genes ativados no órgão da planta usado para fabricar extratos. A estratégia permitiu descobrir que os frutos do guaranazeiro, onde estão as cobiçadas sementes a partir das quais se fazem extratos para a produção de bebidas e outros produtos, expressam 8.597 pedaços de genes durante seu processo de amadurecimento. Entre esses segmentos de genes ativos, tecnicamente denominados etiquetas de seqüência expressa (ESTs, na sigla em inglês), há muitos ligados à síntese de flavonóides, substâncias com potencial antioxidante, e de alcalóides, como a cafeína. Também se destacam genes que parecem ser importantes para as reações da planta em situações de estresse ambiental, como secas, agressão de insetos e reação a microorganismos. Flavonóides antioxidantes - Os dados da Realgene batem, em linhas gerais, com resultados recentes de pesquisas que tentam confirmar propriedades terapêuticas, novas ou antigas, normalmente imputadas ao guaraná. Esse era, aliás, o objetivo central do trabalho de seqüenciamento dos genes expressos, chamado no jargão técnico de transcriptoma, pelo fruto da planta ao longo de seus estágios de desenvolvimento. “Tentamos encontrar alguma base molecular para o que já sabia sobre o guaraná”, explica a pesquisadora Paula Ângelo, da Embrapa Amazônia Ocidental, de Manaus, primeira autora do estudo publicado na Plant Cell Reports. Nesse contexto, faz todo sentido, por exemplo, existir no genoma da espécie amazônica alto nível de expressão de genes que fabricam enzimas relacionadas à síntese de cafeína (99 ESTs detectadas). Afinal, a substância estimulante está presente num teor que varia de 3% a 6% do peso seco das sementes de P. cupana, proporção três vezes maior do que a verificada nos próprios grãos de café. A maior surpresa do trabalho talvez tenha sido a identificação de 129 ESTs relacionadas ao metabolismo de flavonóides. Muitos dos eventuais efeitos benéficos à saúde do consumo de chás e de pequenas doses de vinho tinto – proteção contra certos tipos de câncer e inflamações e melhoras no sistema cardiovascular, entre outros – são atribuídos atualmente a esse vastíssimo grupo de compostos naturais, que incluem substâncias como os taninos, as catequinas e as antocianinas. Os artigos publicados representam apenas o início, não o fim, dos esforços da Realgene, que reúne cientistas de mais de uma dezena de universidades e institutos de pesquisa da Amazônia e de outras partes do país. Serviço não faltará aos membros da rede genômica, cujos trabalhos nos últimos 5 anos contaram com financiamento de R$ 1,5 milhão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de R$ 300 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam). Eles terão de checar se o guaraná fabrica mesmo e em que nível as proteínas de maior interesse científico ou comercial apontadas no artigo sobre o transcriptoma dos frutos da planta. Também tentarão verificar como é o perfil de ativação de genes em outros tipos de tecidos da P. cupana, sobretudo nas folhas e raízes. “Ao final de nossos estudos, gostaríamos de melhorar ainda mais o status do guaraná como planta medicinal no mundo”, diz o otimista Astolfi-Filho. Tudo isso além de continuar os trabalhos de seqüenciamento para mapear genes expressos em organismos tão diversos como o mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da malária no Brasil, e o camu-camu (Myrciaria dubia), fruta da Amazônia com 60 vezes mais vitamina C do que a laranja e o dobro da acerola.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Nutrição Funcional pode curar doenças da tireóide

Segundo as estatísticas, os problemas da tireóide têm se tornado cada vez mais comuns, e geralmente demoram para ser diagnosticados. Normalmente se pergunta qual a razão desse aumento dos distúrbios da tireóide. A resposta pode ser encontrada, em boa parte, na alimentação. Vários itens comuns do cardápio cotidiano, para nossa surpresa, não são tão benéficos quanto parecem. Com tantas informações surpreendentes que a ciência possui sobre os malefícios de ingredientes tão comuns e rotineiros, é natural nos perguntarmos, o que devo comer então?
Segunda a nutricionista funcional, Daniela Jobst, a melhor resposta a essa pergunta pode ser encontrada na culinária tradicional. Aquela das avós de nossas bisavós, que sua vez, aprenderam de seus antepassados, e graças aos quais existimos hoje.Infelizmente, existem alguns que julgam poder melhorar os alimentos que existem na natureza, mas felizmente, existe também os que demonstram o prejuízo do processamento industrial dos alimentos em nome de uma pretensa comodidade. Se você deseja evitar ou minimizar problemas de tireóide, evite soja, açúcar e farináceos – principalmente os brancos, glúten, óleos vegetais comuns - usar óleos vegetais poliinsaturados (canola, milho, soja, margarina, etc) e algumas verduras cruas como repolho, brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor e espinafre. Mas vale lembrar que o que é veneno para alguns, é remédio para outros.
Portanto alguns dos alimentos acima podem não fazer mal para sua tireóide, mas sim outros. Para isso é necessária uma análise individualizada de cada caso.A nutricionista funcional Daniela Jobst está à disposição para dar orientações de como mudar sua alimentação em benefício de sua tiróide.

domingo, 3 de agosto de 2008

Esclarecendo as controvérsias sobre a cafeína.

A cafeína é uma substância naturalmente encontrada em sementes ou frutas de pelo menos 63 espécies de plantas mundiais e é parte de um grupo de componentes conhecidos como metilxantinas. A fonte mais comum de cafeína é o café, a semente do cacau, a semente de cola e os chás. A quantidade de cafeína nos alimentos varia dependendo do tamanho da porção, do tipo do produto e do método de preparação. No caso dos cafés e dos chás, a variedade da planta também interfere na quantidade de cafeína.Quantidade de Cafeína nos Alimentos Fonte: FDA, 1998.EFEITOS FISIOLÓGICOS A cafeína é uma substância farmacologicamente ativa e, dependendo da dose, pode ser considerada estimuladora do sistema nervoso central. A cafeína é um dos muitos constituintes nos alimentos que pode exercer efeitos farmacológicos e fisiológicos. Qualquer efeito farmacológico da cafeína é passageiro. Ela não se acumula no organismo e é normalmente excretada dentro de algumas horas após o consumo. A meia vida da cafeína, que é o tempo que leva para eliminar metade da cafeína consumida pelo organismo, varia entre indivíduos e é de aproximadamente de 3 a 4 horas em adultos saudáveis. O fumo aumenta o metabolismo da cafeína, geralmente reduzindo a vida média para cerca de 3 horas. Com o consumo regular há o desenvolvimento de tolerância para os efeitos da cafeína. Por exemplo, uma pessoa que consome cafeína regularmente, pode beber vários copos de café em poucas horas e notar mínimos efeitos enquanto uma pessoa que não é um consumidor regular de pode sentir algum efeito estimulante após ingerir uma ou duas porções. Indivíduos tendem a achar seus próprios níveis aceitáveis de consumo diário de cafeína. Adicionalmente, estudos tem mostrado que indivíduos que consomem cafeína podem melhorar a memória e o raciocínio. Pesquisas indicam que aqueles que consomem cafeína em grandes quantidades, aumentam o tempo de reação em testes de habilidade motora e melhoram a vigilância visual. Nos últimos anos, vários estudos tem sido conduzidos no sentido de associar, os efeitos fisiológicos da cafeína como desencadeadora de algumas patologias e seu possível efeito no aumento da performance de atletas. A seguir podemos verificar as principais conclusões dos estudos realizados até o momento. CÂNCERCom o passar dos anos, ambos, cafeína e café, tem sido associados com certos tipos de câncer, mas estas associações não são sustentadas pelos pesquisadores. ROSEMBERG (1990) revisou uma série de estudos clínicos e epidemiológicos que examinaram a ligação entre câncer de bexiga, cólon e pâncreas e o consumo de café ou chá. Os 13 estudos revisados que incluíram 20000 pessoas, não acharam correlação entre o consumo de café ou chá e a incidência de câncer de bexiga, reto, cólon ou pâncreas. Uma meta-análise realizada por VISCOLI et al. (1993) não encontrou evidências de aumento de risco de câncer na parte baixa do trato urinário com o consumo de café.No caso de câncer de mama, uma revisão científica realizada por LUBIN & RON (1990) examinaram todos os dados ligados ao consumo de cafeína e tumores malignos na mama. Mais de 11 casos controles revisados não estabeleceram uma ligação significante entre a ingestão de cafeína e a incidência de câncer de mama. Especificamente, 3 estudos controles realizados em Israel, nos EUA e França estabeleceram uma associação entre câncer de mama e consumo de café.O guia dietético da Sociedade Americana de Câncer em uma declaração sobre nutrição e câncer diz não haver indicação que a cafeína é um fator de risco para o câncer em humanos e o NACIONAL ACADEMY OF SCIENCES NACIONAL RESEARCH COUNCIL (1989) aponta que não há evidências convincentes relacionando cafeína com nenhum tipo de câncer.DOENÇAS CARDIOVASCULARES Um estudo de 1986 citou uma ligação entre o consumo excessivo de café e doença cardíaca, mas as investigações falharam no que se refere ao grupo controle e outros fatores de risco significativos como dieta e cigarro.Um estudo subsequente conduzido por pesquisadores da Universidade de Havana concluíram que o consumo de cafeína não causa um aumento substancial no risco de doença coronariana ou infarto. O estudo incluiu 4558 homens em idade entre 40 e 75 anos e ajustou para indicações de riscos maiores de doenças cardiovasculares incluindo consumo de gorduras, colesterol e hábito de fumar (LACROIX et al., 1986).Adicionalmente, um estudo sobre o efeito do consumo de café filtrado (a forma mais comum de consumo do café) sobre a concentração de lipídios plasmáticos foi publicado em 1992. Cientistas concluíram que o consumo de café provocou um pequeno aumento nos níveis de HDL, que é tido como protetor contra o risco de doença coronariana. Outros estudos também observaram que o consumo de café filtrado não esta ligado ao aumento das concentrações de colesterol ou doença coronariana.A maioria do café consumido no Reino Unido é instantâneo, e os pesquisadores notaram que estudos anteriores que indicavam uma relação positiva entre o consumo de doenças coronarianas eram relacionados a café não filtrados e fervido, que são consumidos na Escandinava, mas raramente nos EUA. WILLETT et al. (1996) analisaram 85747 mulheres, registrando o consumo de café e o desenvolvimento de doença coronariana. O estudo não encontrou evidências positivas relacionadas ao consumo de café (regular ou descafeinado) e risco de doença coronariana. O estudo também apontou que não há diferenças significativas entre os tipos de café.BAK & GROBEE (1991) conduziram um estudo randomizado duplo cego para examinar o efeito da cafeína na pressão arterial e na taxa sérica de lipídios. O estudo incluiu 69 participantes saudáveis e foi concluído que a cafeína não tem efeito adverso para o risco cardiovascular pela indução de alterações desfavoráveis na pressão sangüínea e lipídios séricos.OSTEOPOROSECom as recentes atenções a respeito da incidência de osteoporose em mulheres na pós menopausa, a relação entre a ingestão de cafeína e saúde óssea é uma área relativamente nova de investigação.Devido os achados de que a cafeína tem impacto na excreção de cálcio, tem sido sugerido como um fator de risco para a osteoporose. Uma série de estudos tem sido realizados nos últimos anos Em 1994, o NATIONAL INSTITUTE OF HEALTH publicou que a cafeína não tem sido associada com efeitos significativos na absorção e excreção de cálcio. Em 1996, um estudo publicado por PACKARD & RECKER observaram a ingestão de cafeína entre mulheres jovens, na terceira década de vida e a relação com a osteoporose. Este estudo, conduzido de 1984 até 1991, acompanhou 145 mulheres de idade colegial saudáveis, concluindo que não há associação entre o consumo de cafeína e a densidade óssea.BARGER-LUX et al. (1990) em um estudo duplo-cego placebo controlado demonstraram que a cafeína (400mg/dia) não tem um efeito apreciável no balanço de cálcio em mulheres na pré menopausa que consomem, pelo menos, 600mg de cálcio por dia, menos que a metade do RDA. Os pesquisadores concluíram que a ingestão moderada de cafeína não interfere na saúde óssea.COOPER et al. (1992) examinou a ingestão de café com cafeína em 980 mulheres na pós menopausa, e mostrou que há associação entre a ingestão de café (equivalente a 2 xícaras/dia) e a redução de densidade mineral óssea. Todavia, esta observação foi feita somente entre mulheres que tinham uma baixa ingestão de leite, sugerindo que a ingestão de café substitui a ingestão de leite para estas mulheres. A suplementação de cálcio para aquelas que consomem pelo menos 1 copo de leite por dia, eliminou a relação entre a ingestão de café e a diminuição da densidade óssea.Devido ao amplo consumo de cafeína, o FDA e pesquisadores conduziram pesquisas extensivas e tem revisado cuidadosamente a faixa de segurança de ingestão de cafeína. Em 1998, o FDA recomendou que fossem realizados estudos adicionais para resolver incertezas a respeito da segurança da ingestão de cafeína. Além disso, The National Academy of Sciences National Research Council e The U.S. Surgeon General's Office publicaram que não há associação estabelecida entre cafeína, normalmente consumida na nossa alimentação e o aumento de risco para a saúde.PERFORMANCEA cafeína também tem sido considerada um ergogênico esportivo por ser um constituinte natural de várias bebidas que são consumidas diariamente, particularmente o café. O efeito ergogênico de algumas ervas, como o guaraná e o mate, pode ser atribuído ao seu conteúdo de cafeína.Tem se sugerido que a cafeína pode melhorar a performance por diversos mecanismos, tais como:1. Estimular o sistema nervoso central e aumentar atenção;2. Estimular a liberação de adrenalina pelas supra renais, que em conjunto com a estimulação nervosa, pode melhorar a função cardíaca e a utilização de substratos (principalmente de ácidos graxos) importantes durante o exercício;3. Facilitar a liberação de cálcio dos locais de estoque propiciando uma contração muscular mais efetiva. Este efeito pode aumentar a força e a potência muscular em atividades que utilizam como principal via metabólica o sistema ATP-CP.Vários estudos recentes concluíram que a cafeína pode ser um ergogênico esportivo efetivo quando consumidos em quantidades legais. Além disso é um ergogênico relativamente seguro para atletas. Super dosagens pode causar vermelhidão na face, nervosismo, ansiedade e palpitações no coração. Pessoas com problemas, como hipertensão arterial, devem consultar o médico antes de fazer uso da cafeína.Apesar da cafeína ser considerada um estimulante, e estimulantes serem proibidos pelo Comitê Olímpico Internacional, sua utilização é permitida por ser um constituinte natural de bebidas como café, chás e refrigerantes. Contudo, quantidade excessivas de cafeína na urina (12 g/ml de urina) levam o atleta a serem desqualificados da competição.A opção de usar ou não a cafeína é do atleta, e caso ele opte pela sua utilização, a dose recomendada é de 5 mg/kg de peso corporal. Esta dose mostrou ser tão efetiva quando altas doses e mostrou não elevar os níveis de cafeína urinária acima de 12 ?g/ml de urina. As pessoas respondem diferentemente aos efeitos da cafeína e alguns estão sujeitos a efeitos adversos que podem prejudicar a performance atlética.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • BAK, A.A.A. & GROBEE, D.E. Caffeine, blood pressure, and serum lipids. Am. J. Clin. Nutr., 53: 971-975, 1991. • BARGER-LUX, M. J. et al. Effects of moderate caffeine intake on the calcium economy of premenopausal women. Am. J. Clin. Nutr., 52: 722-725, 1990. • COOPER, C. et al. Is caffeine consumption a risk factor for osteoporosis? J. Bone and Mineral Research, 7: 465-471, 1992. • LACROIX, A.Z. et al. Coffee consumption and the incidence of coronary heart disease. The New England Journal Medicine, 315: 977-982, 1986. • LUBIN, F. & RON, E. Consumption of methylxantine containing beverages and the risk of breast cancer. Cancer Letters, 53: 81-90, 1990. • NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Optimal calcium intake. NIH Consensus Development Conference, June 6-8. Washington D.C., 1994. • PACKARD, P.T. & RECKER, R.R. Caffeine does nor affect the rate of gain in spine bone in young women. Osteoporosis International, 6: 149-152, 1996. • ROSENBERG, L. Coffee and tea consumption in relation to the risk of large bowel cancer. A review of epidemiologic studies. Cancer Letters, 52: 163-171, 1990. • VISCOLI, C.M. et al. Bladder cancer and coffee drinking: a summary of case control research. Lancet, 341: 1432-1437, 1993. • WILLETT, W.C. et al. Coffee consumption and coronary heart disease in women: a tem year follow up. J. Am. Med. Assoc., 275 (6): 458-462, 1996. • NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Diet and Health: Implications for reducing chronic disease risk. Washington D.C.: National Academy Press, 1989.
:: Gema do Ovo: Não Tão Vilão Quanto Pensávamos
O consumo de ovos nos Estados Unidos tem caído dramaticamente no decorrer dos últimos 50 anos, de 400 ovos por pessoa/ano na década de 40, para 235 em 1992. A principal razão para o declínio é o receio de que os ovos, ricos em colesterol, aumentam o risco de doenças coronarianas.A cerca de 30 anos, quando especialistas descobriram a relação entre altos níveis de colesterol no soro sangüíneo e doenças coronarianas, eles rotularam o colesterol dietético - e consequentemente os ovos � como fator predisponente ao incremento do risco de saúde e sugeriram ingestão diária nunca superior a 300 mg. Enquanto o colesterol dietético pode certamente influenciar os níveis de colesterol no soro sangüíneo, estudos recentes sugerem que o maior vilão do aumento de colesterol no sangue não é o colesterol dietético, mas sim as gorduras saturadas contido em nossas dietas. Aparentemente, elas elevam o colesterol no sangue, ao interferir na filtragem das partículas de LDL provindas do sangue. Quando ingerimos alimentos ricos em gordura saturada, as partículas LDL não são removidas e os níveis de colesterol no sangue aumentam. Das 5 gramas de gordura em um ovo grande, mais da metade é insaturada ou monoinsaturada – o tipo de gordura que não eleva os níveis de colesterol (vide tabela).Composição Centesimal (100 g) de micronutrientes, aminoácidos, ácidos graxos e colesterol da gema do ovo.* 1 gema do ovo equivale a 17 gramas; os nutrientes contidos nessa tabela não são encontrados nas tabelas brasileiras de composição dos alimentos. FONTE: SOUCI, FACHMANN e KRAUT. Food Composition and Nutrition Table, 1989.Efeitos da ingestão de um ou mais ovos por dia nos lipídios e lipoproteínas séricas. Vários estudos sobre os efeitos do colesterol da dieta nos lipídios e lipoproteínas indicam que a adição de um ou dois ovo por dia em uma dieta pobre em lipídios tem pouco ou nenhum efeito nos níveis de colesterol sérico.GINSBERG et al. (1994) verificaram os efeitos de dietas contendo 30% de gordura com a adição de nenhum (128 mg/dia de colesterol), um (283 mg/dia), dois (468 mg/dia) ou quatro (858 mg/dia) ovos por dia. Cada dieta foi consumida durante 8 semanas. Os níveis médios de colesterol sangüíneo foram 155, 161, 162 e 166 mg/dl para os períodos de consumo de nenhum, um, dois ou quatro ovos por dia, respectivamente. O colesterol sangüíneo total aumentou 1,5 mg/dl por 100 mg/dia de colesterol dietético adicionado. O colesterol dietético não alterou o perfil das lipoproteínas pós-prandial. Esses dados indicam que a adição de 2 ovos/dia à dietas pobres em gordura tem pouco ou nenhum efeito nos níveis de colesterol sangüíneo em homens adultos saudáveis.SCHNOHR et al. (1994) examinaram os efeitos do consumo de 2 ovos cozidos adicionados à dieta habitual nas concentrações séricas de HDL de indivíduos saudáveis (12 homens e 12 mulheres com idade entre 23 e 52 anos) durante 6 semanas. Depois de 6 semanas de consumo extra de ovos, os níveis séricos de HDL aumentaram 10% (p<0,05) e o colesterol total aumentou 4% (p<0,05), contudo a razão COL/HDL não mudou significativamente. Os níveis de triglicerídeos e de LDL também não mudaram. Este estudo sugere que o consumo moderado de ovos não deve ser rigorosamente restrito em indivíduos saudáveis.McCOMBS et al. (1994) verificaram os efeitos de uma dieta pobre em colesterol em comparação a uma dieta contendo 1100 mg/dia de colesterol. A mudança no colesterol sangüíneo de indivíduos (n=12) que não tinham a apo A-IV-2 allele foi de 22 mg/dl (dose ajustada: 2,3 mg/dl por 100 mg/dia) enquanto que aqueles que tinham a apo A-IV-2 allele (n=11) foi de 6 mg/dl (dose ajustada: 0,7 mg/dl por 100 mg/dia). Este estudo mostrou que os indivíduos que tinham a apo A-IV-2 allele tiveram resposta atenuada em relação ao colesterol dietético. É estimado que somente um a cada sete indivíduos nos Estados Unidos possuem a apo A-IV-2 allele.VUORISTO & MIETTINEN (1994) verificaram os efeitos da ingestão do colesterol em 5 indivíduos vegetarianos. A adição de 3 ovos/dia (690 mg/dia de colesterol) à dieta durante 2 meses aumentou os níveis de colesterol sangüíneo em 23 mg/dl (dose ajustada: 3,4 mg/dl por 100 mg/dia). Os níveis de HDL aumentaram em 10 mg/dl e os níveis da razão LDL:HDL não foram afetados pela ingestão do colesterol. Os autores concluíram que as respostas metabólicas à ingestão do colesterol foram similares para indivíduos vegetarianos e não vegetarianos.KERN (1994) verificaram os efeitos de uma dieta contendo 939 mg/dia de colesterol (5 ovos/dia) nos níveis de colesterol sangüíneo de 16 mulheres (8 controles e 8 com cálculo biliar). Nas mulheres- controle os níveis de colesterol sangüíneo aumentaram em 6 mg/dl (dose ajustada: 0,7 mg/dl por 100 mg/dia) enquanto que nas mulheres com cálculo biliar o aumento foi de 8 mg/dl. Esses dados indicam que em ambos os grupos a absorção e a síntese do colesterol foi diminuída após a ingestão de uma dieta rica em colesterol.GINSBERG et al. (1995) verificaram os efeitos da ingestão de nenhum, um ou 3 ovos/dia nas concentrações plasmáticas de lipídios e lipoproteínas de 13 mulheres. A dose ajustada à resposta do colesterol foi 2,8 mg/dl por 100 mg/dia. O aumento do colesterol plasmático ocorreu tanto na fração de LDL (2,1 mg/dl por 100 mg/dia) como na fração de HDL (0,6 mg/dl por 100 mg/dia). Os autores sugerem que, como encontrado em homens saudáveis, as mulheres saudáveis têm a capacidade de compensar o aumento na ingestão do colesterol.RETZLAFF et al. (1995) verificaram os efeitos da ingestão de nenhum ou 2 ovos/dia como parte da dieta para tratamento da hipercolesterolemia-fase 1 em homens e mulheres com hipercolesterolemia (n = 44) ou com hiperlipidemia combinada (n = 31). Indivíduos com hipercolesterolemia moderada tiveram uma dose ajustada à reposta do colesterol de 1,6 mg/dl por 100 mg/dia enquanto que os indivíduos com hiperlipidemia combinada foram mais sensíveis ao colesterol dietético com uma dose ajustada de 3,2 mg/dl por 100 mg/dia. Esses dados sugerem que os indivíduos com níveis elevados de colesterol sangüíneo não foram mais sensíveis ao colesterol dietético que os indivíduos com níveis de colesterol normal. Ao contrário, indivíduos com hiperlipidemia combinada parecem ser sensíveis ao colesterol dietético.SUTHERLAND et al. (1996) verificaram os efeitos do consumo de um ovo por dia na atividade da enzima colesteril ester transferase e nos níveis de lipídios e lipoproteínas de 32 indivíduos saudáveis com idade entre 20 e 57 anos. A atividade da colesteril ester transferase diminuiu significativamente (p=0,05) em 26 indivíduos que consumiram um ovo, principalmente devido a redução significativa da atividade nas mulheres (-13,4%; p=0,02). Esses dados sugerem que o aumento no colesterol dietético reduz a atividade da colesteril ester transferase, especialmente em mulheres, homens idosos e indivíduos com ingestão habitualmente elevada de colesterol. Além disso, a redução na atividade da colesteril ester transferase pode limitar o aumento do conteúdo de apolipoproteína B em mulheres durante o aumento no consumo de ovo.Vantagem da gema do ovo para o indivíduo diabético. Tanto o ovo inteiro como a sua gema e clara causam demora significativa no esvaziamento gástrico, associado com redução da glicose plasmática e do pico de insulina. Os resultados do estudo de PELLETIER (1996) indicam que o consumo de ovo, especificamente da gema, pode ser interessante na regulação das variáveis metabólicas do metabolismo da glicose.Uma vez que a moderação é a chave para a boa nutrição, comer grandes quantidades de ovos ou de qualquer outro alimento não é uma boa idéia. Por outro lado, abstenção do consumo de ovos também não é recomendada devido aos aspectos positivos da sua ingestão � a variedade que eles acrescentam à dieta, baixo custo e alta densidade nutricional, sendo excelente fonte de aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • GINSBERG HN et al. A dose-response study of the effects of dietary cholesterol on fasting and postprandial lipid and lipoprotein metabolism in healthy young men. Arterioscler. Thromb., 14: 576-586, 1994. • GINSBERG HN et al. Increases in dietary cholesterol are associated with modest increases in both LDL and HDL cholesterol in healthy young women. Arterioscler. Thromb., 15: 169-178, 1995. • KERN F Jr. Effects of dietary cholesterol on cholesterol and bile acid homeostasis in patients with cholesterol gallstones. J. Clin. Invest., 93: 1186-1194, 1994. • McCOMBS RJ et al. Attenuated hypercholesterolemic response to a high-cholesterol diet in subjects heterozygous for the apolipoprotein A-IV-2 allele. N. Engl. J. Med., 331: 706-710, 1994. • PELLETIER X. et al. Effect of egg consumption in healthy volunteers: influence of yolk, white or whole egg on gastric emptying and on glycemic and hormonal responses. Ann. Nutr. Metab.,40 (2): 109-115, 1996. • RETZLAFF BM et al. Effects of two eggs per day versus placebo in moderately hypercholesterolemic and combined hyperlipidemic subjects consuming the NCEP Step-one diet. Abstract Circulation, 92 (suppl): 1668, 1995. • SCHNOHR P et al. Egg consumption and high-density-lipoprotein cholesterol. J. Intern. Med., 235: 249-251, 1994. • SUTHERLAND WHF et al. The effect of increased egg consumption on plasma cholesteryl ester transfer activity in healthy subjects. Eur. J. Clin. Nutr., 51: 172-176, 1997. • VUORISTO M & MIETTINEN TA et al. Absorption, metabolism and serum concentrations of cholesterol in vegetarians: effects of cholesterol feeding. Am. J. Clin. Nutr., 59: 1325-1331, 1994. FONTE: emelindalara.com.br

Gema do ovo: não tão vilã quanto se pensa!

O consumo de ovos nos Estados Unidos tem caído dramaticamente no decorrer dos últimos 50 anos, de 400 ovos por pessoa/ano na década de 40, para 235 em 1992. A principal razão para o declínio é o receio de que os ovos, ricos em colesterol, aumentam o risco de doenças coronarianas.A cerca de 30 anos, quando especialistas descobriram a relação entre altos níveis de colesterol no soro sangüíneo e doenças coronarianas, eles rotularam o colesterol dietético - e consequentemente os ovos � como fator predisponente ao incremento do risco de saúde e sugeriram ingestão diária nunca superior a 300 mg. Enquanto o colesterol dietético pode certamente influenciar os níveis de colesterol no soro sangüíneo, estudos recentes sugerem que o maior vilão do aumento de colesterol no sangue não é o colesterol dietético, mas sim as gorduras saturadas contido em nossas dietas. Aparentemente, elas elevam o colesterol no sangue, ao interferir na filtragem das partículas de LDL provindas do sangue. Quando ingerimos alimentos ricos em gordura saturada, as partículas LDL não são removidas e os níveis de colesterol no sangue aumentam. Das 5 gramas de gordura em um ovo grande, mais da metade é insaturada ou monoinsaturada – o tipo de gordura que não eleva os níveis de colesterol (vide tabela).Composição Centesimal (100 g) de micronutrientes, aminoácidos, ácidos graxos e colesterol da gema do ovo.* 1 gema do ovo equivale a 17 gramas; os nutrientes contidos nessa tabela não são encontrados nas tabelas brasileiras de composição dos alimentos. FONTE: SOUCI, FACHMANN e KRAUT. Food Composition and Nutrition Table, 1989.Efeitos da ingestão de um ou mais ovos por dia nos lipídios e lipoproteínas séricas. Vários estudos sobre os efeitos do colesterol da dieta nos lipídios e lipoproteínas indicam que a adição de um ou dois ovo por dia em uma dieta pobre em lipídios tem pouco ou nenhum efeito nos níveis de colesterol sérico.GINSBERG et al. (1994) verificaram os efeitos de dietas contendo 30% de gordura com a adição de nenhum (128 mg/dia de colesterol), um (283 mg/dia), dois (468 mg/dia) ou quatro (858 mg/dia) ovos por dia. Cada dieta foi consumida durante 8 semanas. Os níveis médios de colesterol sangüíneo foram 155, 161, 162 e 166 mg/dl para os períodos de consumo de nenhum, um, dois ou quatro ovos por dia, respectivamente. O colesterol sangüíneo total aumentou 1,5 mg/dl por 100 mg/dia de colesterol dietético adicionado. O colesterol dietético não alterou o perfil das lipoproteínas pós-prandial. Esses dados indicam que a adição de 2 ovos/dia à dietas pobres em gordura tem pouco ou nenhum efeito nos níveis de colesterol sangüíneo em homens adultos saudáveis.SCHNOHR et al. (1994) examinaram os efeitos do consumo de 2 ovos cozidos adicionados à dieta habitual nas concentrações séricas de HDL de indivíduos saudáveis (12 homens e 12 mulheres com idade entre 23 e 52 anos) durante 6 semanas. Depois de 6 semanas de consumo extra de ovos, os níveis séricos de HDL aumentaram 10% (p<0,05) e o colesterol total aumentou 4% (p<0,05), contudo a razão COL/HDL não mudou significativamente. Os níveis de triglicerídeos e de LDL também não mudaram. Este estudo sugere que o consumo moderado de ovos não deve ser rigorosamente restrito em indivíduos saudáveis.McCOMBS et al. (1994) verificaram os efeitos de uma dieta pobre em colesterol em comparação a uma dieta contendo 1100 mg/dia de colesterol. A mudança no colesterol sangüíneo de indivíduos (n=12) que não tinham a apo A-IV-2 allele foi de 22 mg/dl (dose ajustada: 2,3 mg/dl por 100 mg/dia) enquanto que aqueles que tinham a apo A-IV-2 allele (n=11) foi de 6 mg/dl (dose ajustada: 0,7 mg/dl por 100 mg/dia). Este estudo mostrou que os indivíduos que tinham a apo A-IV-2 allele tiveram resposta atenuada em relação ao colesterol dietético. É estimado que somente um a cada sete indivíduos nos Estados Unidos possuem a apo A-IV-2 allele.VUORISTO & MIETTINEN (1994) verificaram os efeitos da ingestão do colesterol em 5 indivíduos vegetarianos. A adição de 3 ovos/dia (690 mg/dia de colesterol) à dieta durante 2 meses aumentou os níveis de colesterol sangüíneo em 23 mg/dl (dose ajustada: 3,4 mg/dl por 100 mg/dia). Os níveis de HDL aumentaram em 10 mg/dl e os níveis da razão LDL:HDL não foram afetados pela ingestão do colesterol. Os autores concluíram que as respostas metabólicas à ingestão do colesterol foram similares para indivíduos vegetarianos e não vegetarianos.KERN (1994) verificaram os efeitos de uma dieta contendo 939 mg/dia de colesterol (5 ovos/dia) nos níveis de colesterol sangüíneo de 16 mulheres (8 controles e 8 com cálculo biliar). Nas mulheres- controle os níveis de colesterol sangüíneo aumentaram em 6 mg/dl (dose ajustada: 0,7 mg/dl por 100 mg/dia) enquanto que nas mulheres com cálculo biliar o aumento foi de 8 mg/dl. Esses dados indicam que em ambos os grupos a absorção e a síntese do colesterol foi diminuída após a ingestão de uma dieta rica em colesterol.GINSBERG et al. (1995) verificaram os efeitos da ingestão de nenhum, um ou 3 ovos/dia nas concentrações plasmáticas de lipídios e lipoproteínas de 13 mulheres. A dose ajustada à resposta do colesterol foi 2,8 mg/dl por 100 mg/dia. O aumento do colesterol plasmático ocorreu tanto na fração de LDL (2,1 mg/dl por 100 mg/dia) como na fração de HDL (0,6 mg/dl por 100 mg/dia). Os autores sugerem que, como encontrado em homens saudáveis, as mulheres saudáveis têm a capacidade de compensar o aumento na ingestão do colesterol.RETZLAFF et al. (1995) verificaram os efeitos da ingestão de nenhum ou 2 ovos/dia como parte da dieta para tratamento da hipercolesterolemia-fase 1 em homens e mulheres com hipercolesterolemia (n = 44) ou com hiperlipidemia combinada (n = 31). Indivíduos com hipercolesterolemia moderada tiveram uma dose ajustada à reposta do colesterol de 1,6 mg/dl por 100 mg/dia enquanto que os indivíduos com hiperlipidemia combinada foram mais sensíveis ao colesterol dietético com uma dose ajustada de 3,2 mg/dl por 100 mg/dia. Esses dados sugerem que os indivíduos com níveis elevados de colesterol sangüíneo não foram mais sensíveis ao colesterol dietético que os indivíduos com níveis de colesterol normal. Ao contrário, indivíduos com hiperlipidemia combinada parecem ser sensíveis ao colesterol dietético.SUTHERLAND et al. (1996) verificaram os efeitos do consumo de um ovo por dia na atividade da enzima colesteril ester transferase e nos níveis de lipídios e lipoproteínas de 32 indivíduos saudáveis com idade entre 20 e 57 anos. A atividade da colesteril ester transferase diminuiu significativamente (p=0,05) em 26 indivíduos que consumiram um ovo, principalmente devido a redução significativa da atividade nas mulheres (-13,4%; p=0,02). Esses dados sugerem que o aumento no colesterol dietético reduz a atividade da colesteril ester transferase, especialmente em mulheres, homens idosos e indivíduos com ingestão habitualmente elevada de colesterol. Além disso, a redução na atividade da colesteril ester transferase pode limitar o aumento do conteúdo de apolipoproteína B em mulheres durante o aumento no consumo de ovo.Vantagem da gema do ovo para o indivíduo diabético. Tanto o ovo inteiro como a sua gema e clara causam demora significativa no esvaziamento gástrico, associado com redução da glicose plasmática e do pico de insulina. Os resultados do estudo de PELLETIER (1996) indicam que o consumo de ovo, especificamente da gema, pode ser interessante na regulação das variáveis metabólicas do metabolismo da glicose.Uma vez que a moderação é a chave para a boa nutrição, comer grandes quantidades de ovos ou de qualquer outro alimento não é uma boa idéia. Por outro lado, abstenção do consumo de ovos também não é recomendada devido aos aspectos positivos da sua ingestão � a variedade que eles acrescentam à dieta, baixo custo e alta densidade nutricional, sendo excelente fonte de aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • GINSBERG HN et al. A dose-response study of the effects of dietary cholesterol on fasting and postprandial lipid and lipoprotein metabolism in healthy young men. Arterioscler. Thromb., 14: 576-586, 1994. • GINSBERG HN et al. Increases in dietary cholesterol are associated with modest increases in both LDL and HDL cholesterol in healthy young women. Arterioscler. Thromb., 15: 169-178, 1995. • KERN F Jr. Effects of dietary cholesterol on cholesterol and bile acid homeostasis in patients with cholesterol gallstones. J. Clin. Invest., 93: 1186-1194, 1994. • McCOMBS RJ et al. Attenuated hypercholesterolemic response to a high-cholesterol diet in subjects heterozygous for the apolipoprotein A-IV-2 allele. N. Engl. J. Med., 331: 706-710, 1994. • PELLETIER X. et al. Effect of egg consumption in healthy volunteers: influence of yolk, white or whole egg on gastric emptying and on glycemic and hormonal responses. Ann. Nutr. Metab.,40 (2): 109-115, 1996. • RETZLAFF BM et al. Effects of two eggs per day versus placebo in moderately hypercholesterolemic and combined hyperlipidemic subjects consuming the NCEP Step-one diet. Abstract Circulation, 92 (suppl): 1668, 1995. • SCHNOHR P et al. Egg consumption and high-density-lipoprotein cholesterol. J. Intern. Med., 235: 249-251, 1994. • SUTHERLAND WHF et al. The effect of increased egg consumption on plasma cholesteryl ester transfer activity in healthy subjects. Eur. J. Clin. Nutr., 51: 172-176, 1997. • VUORISTO M & MIETTINEN TA et al. Absorption, metabolism and serum concentrations of cholesterol in vegetarians: effects of cholesterol feeding. Am. J. Clin. Nutr., 59: 1325-1331, 1994. FONTE:ermelindalara.com.br

domingo, 27 de julho de 2008

Nutriçao Funcional e os Cereais integrais

Estudos epidemiológicos relacionam o consumo de cereais integrais com a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. O objetivo deste trabalho é abordar os mecanismos propostos para contribuição dos cereais na manutenção da saúde, por meio de revisão bibliográfica. O primeiro mecanismo refere-se à fermentação das fibras pelas bactérias intestinais, com produção dos ácidos graxos de cadeia curta, que têm diferentes efeitos fisiológicos. Os cereais integrais apresentam baixa carga glicêmica e são relacionados com melhora da sensibilidade à insulina. Contêm também antioxidantes solúveis, especialmente os fenólicos, que são associados com a prevenção do câncer. Com a finalidade de estabelecer a quantidade de cereais integrais por porção foi proposto um selo nos EUA, que foi adotado globalmente e visa esclarecer o consumidor sobre as fontes alimentares. Neste contexto, é fundamental que no atendimento nutricional seja considerada a ingestão diária de cereais integrais, bem como sua introdução, dentro da proposta de mudança de estilo de vida visando à alimentação saudável.
Autor

Prof. Dra Lúcia Caruso

Prevalência de Indivíduos com Sobrepeso e Obesidade que Consomem Alimentos em Frente da Televisão

A obesidade e o sobrepeso são condições comuns a milhares de pessoas. Elas estão relacionadas, em sua maioria, com a redução do dispêndio energético e o aumento da ingestão de alimentos de baixo valor nutricional. Além disso, fatores externos, culturais, têm influenciado indiretamente tal incidência, como a realização das refeições em ambientes inadequados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de indivíduos com sobrepeso e obesidade que consomem alimentos em frente da televisão. Do total dos 282 participantes, 54,96% relataram fazer alguma das refeições em contato com esse meio de comunicação, sendo o jantar a refeição mais acometida e as bolachas, os doces, e os pães os alimentos mais consumidos. O estado nutricional de maior prevalência foi o sobrepeso com 42,2%. Por fim, foi concluído que os indivíduos que realizam as refeições assistindo televisão desviam a atenção do alimento proporcionado consequente aumento do peso corporal.

Autores

Dra Marcela Caleffi da Costa Lima

Nutricionista Graduada pelo Centro Universitário de Maringá


Prof. Dra Vanessa Taís Nozaki

Nutricionista, Mestre em Ciências da Saúde - UEM, Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário de Maringá

sábado, 26 de julho de 2008

A Doença Celíaca de hojeAinda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros distúrbios.


Trata-se da Doença Celíaca, ou seja : A Intolerância permanente ao glúten. A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.O que é o GLÚTEN ?É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (ssub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são "partes do glúten", que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina. O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.Veja a mucosa do intestino delgado com as vilosidades atrofiadas:Compare com a mucosa do intestino delgado com as vilosidades normais:Quais os sintomas mais comuns ?O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:A CLÁSSICAÉ freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.NÃO CLÁSSICAApresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.ASSINTOMATICAE se não houver sintomas? Há ainda, a doença na forma assintomática. São realizados nestes casos, exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.
Consumo de chocolate e densidade óssea em mulheres mais velhas

A nutrição é importante para o desenvolvimento e manutenção da estrutura óssea e para a prevenção de osteoporose e fratura. A relação da ingestão de chocolate com os ossos já tem sido investigada. Foi investigada a relação do consumo de chocolate com medidas da densidade óssea local e de todo o corpo e resistência. Mulheres aleatoriamente selecionadas com idade entre 70-85 anos (n = 1460) foram recrutadas a partir de uma população geral para um teste controlado aleatoriamente de suplementação de cálcio e risco de fratura. Foi apresentada uma análise de 1001 dessas mulheres. Densidade óssea e resistência foram medidas com o uso de absorciometria de dupla energia com raios – x, tomografia computadorizada quantitativa e periferal, e ultra-sonografia quantitativa. A freqüência da ingestão de chocolate foi avaliada com o uso de um questionário condensado em três categorias: <1>

Referência Bibliográfica: HODGSON, J.M.; DEVINE, A.; BURKE, V. et al. Chocolate consumption and bone density in older women. Am J Clin Nutr; 87(1): 175-180, 2008.
FONTE: VPConsultoria Nutricional



sexta-feira, 25 de julho de 2008

Estudo prospectivo do consumo de café e risco de doença de Parkinson

O objetivo foi avaliar a predição do consumo de café sobre a incidência da doença de Parkinson. A população de estudo compreendeu 6710 homens e mulheres, com idade entre 50-79 anos e livres de doença de Parkinson no baseline. No baseline, pesquisas foram feitas sobre o consumo de café em um questionário auto-administrado com a média do número de copos consumidos por dia. Durante um seguimento de 22 anos, 101 casos incidentes de doenças de Parkinson ocorreram. Os casos de doença de Parkinson foram identificados por meio de um registro de âmbito nacional de pacientes que receberam o reembolso da medicação, a qual é baseada sobre certificados do neurologista. Após os ajustes por idade, sexo, estado civil, educação, densidade da comunidade, etilismo, tempo para atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, hipertensão e colesterol sérico, o risco relativo para indivíduos que bebem 10 ou mais copos de café por dia comparado com não bebedores foi de 0.26 (95% intervalo de confiança 0.07–0.99, P-valor para tendência=0.18). A associação foi mais forte entre os indivíduos com sobrepeso e entre pessoas com menor nível de colesterol sérico (P-valor para interação=0.04 e 0.03, respectivamente). Os resultados suportam a hipótese de que o consumo de café reduz o risco de doença de Parkinson, mas o efeito protetor do café pode variar pela exposição de outros fatores.

Referência Bibliográfica:
SääKSJäRVI, K; KNEKT, P; RISSANEN, H. et al. Prospective study of coffee consumption and risk of Parkinson's disease. Eur J Clin Nutr; 62: 908-915, 2008.