sexta-feira, 25 de julho de 2008

Estudo prospectivo do consumo de café e risco de doença de Parkinson

O objetivo foi avaliar a predição do consumo de café sobre a incidência da doença de Parkinson. A população de estudo compreendeu 6710 homens e mulheres, com idade entre 50-79 anos e livres de doença de Parkinson no baseline. No baseline, pesquisas foram feitas sobre o consumo de café em um questionário auto-administrado com a média do número de copos consumidos por dia. Durante um seguimento de 22 anos, 101 casos incidentes de doenças de Parkinson ocorreram. Os casos de doença de Parkinson foram identificados por meio de um registro de âmbito nacional de pacientes que receberam o reembolso da medicação, a qual é baseada sobre certificados do neurologista. Após os ajustes por idade, sexo, estado civil, educação, densidade da comunidade, etilismo, tempo para atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, hipertensão e colesterol sérico, o risco relativo para indivíduos que bebem 10 ou mais copos de café por dia comparado com não bebedores foi de 0.26 (95% intervalo de confiança 0.07–0.99, P-valor para tendência=0.18). A associação foi mais forte entre os indivíduos com sobrepeso e entre pessoas com menor nível de colesterol sérico (P-valor para interação=0.04 e 0.03, respectivamente). Os resultados suportam a hipótese de que o consumo de café reduz o risco de doença de Parkinson, mas o efeito protetor do café pode variar pela exposição de outros fatores.

Referência Bibliográfica:
SääKSJäRVI, K; KNEKT, P; RISSANEN, H. et al. Prospective study of coffee consumption and risk of Parkinson's disease. Eur J Clin Nutr; 62: 908-915, 2008.

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