domingo, 27 de julho de 2008

Nutriçao Funcional e os Cereais integrais

Estudos epidemiológicos relacionam o consumo de cereais integrais com a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. O objetivo deste trabalho é abordar os mecanismos propostos para contribuição dos cereais na manutenção da saúde, por meio de revisão bibliográfica. O primeiro mecanismo refere-se à fermentação das fibras pelas bactérias intestinais, com produção dos ácidos graxos de cadeia curta, que têm diferentes efeitos fisiológicos. Os cereais integrais apresentam baixa carga glicêmica e são relacionados com melhora da sensibilidade à insulina. Contêm também antioxidantes solúveis, especialmente os fenólicos, que são associados com a prevenção do câncer. Com a finalidade de estabelecer a quantidade de cereais integrais por porção foi proposto um selo nos EUA, que foi adotado globalmente e visa esclarecer o consumidor sobre as fontes alimentares. Neste contexto, é fundamental que no atendimento nutricional seja considerada a ingestão diária de cereais integrais, bem como sua introdução, dentro da proposta de mudança de estilo de vida visando à alimentação saudável.
Autor

Prof. Dra Lúcia Caruso

Prevalência de Indivíduos com Sobrepeso e Obesidade que Consomem Alimentos em Frente da Televisão

A obesidade e o sobrepeso são condições comuns a milhares de pessoas. Elas estão relacionadas, em sua maioria, com a redução do dispêndio energético e o aumento da ingestão de alimentos de baixo valor nutricional. Além disso, fatores externos, culturais, têm influenciado indiretamente tal incidência, como a realização das refeições em ambientes inadequados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de indivíduos com sobrepeso e obesidade que consomem alimentos em frente da televisão. Do total dos 282 participantes, 54,96% relataram fazer alguma das refeições em contato com esse meio de comunicação, sendo o jantar a refeição mais acometida e as bolachas, os doces, e os pães os alimentos mais consumidos. O estado nutricional de maior prevalência foi o sobrepeso com 42,2%. Por fim, foi concluído que os indivíduos que realizam as refeições assistindo televisão desviam a atenção do alimento proporcionado consequente aumento do peso corporal.

Autores

Dra Marcela Caleffi da Costa Lima

Nutricionista Graduada pelo Centro Universitário de Maringá


Prof. Dra Vanessa Taís Nozaki

Nutricionista, Mestre em Ciências da Saúde - UEM, Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário de Maringá

sábado, 26 de julho de 2008

A Doença Celíaca de hojeAinda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros distúrbios.


Trata-se da Doença Celíaca, ou seja : A Intolerância permanente ao glúten. A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.O que é o GLÚTEN ?É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (ssub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são "partes do glúten", que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina. O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.Veja a mucosa do intestino delgado com as vilosidades atrofiadas:Compare com a mucosa do intestino delgado com as vilosidades normais:Quais os sintomas mais comuns ?O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:A CLÁSSICAÉ freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.NÃO CLÁSSICAApresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.ASSINTOMATICAE se não houver sintomas? Há ainda, a doença na forma assintomática. São realizados nestes casos, exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.
Consumo de chocolate e densidade óssea em mulheres mais velhas

A nutrição é importante para o desenvolvimento e manutenção da estrutura óssea e para a prevenção de osteoporose e fratura. A relação da ingestão de chocolate com os ossos já tem sido investigada. Foi investigada a relação do consumo de chocolate com medidas da densidade óssea local e de todo o corpo e resistência. Mulheres aleatoriamente selecionadas com idade entre 70-85 anos (n = 1460) foram recrutadas a partir de uma população geral para um teste controlado aleatoriamente de suplementação de cálcio e risco de fratura. Foi apresentada uma análise de 1001 dessas mulheres. Densidade óssea e resistência foram medidas com o uso de absorciometria de dupla energia com raios – x, tomografia computadorizada quantitativa e periferal, e ultra-sonografia quantitativa. A freqüência da ingestão de chocolate foi avaliada com o uso de um questionário condensado em três categorias: <1>

Referência Bibliográfica: HODGSON, J.M.; DEVINE, A.; BURKE, V. et al. Chocolate consumption and bone density in older women. Am J Clin Nutr; 87(1): 175-180, 2008.
FONTE: VPConsultoria Nutricional



sexta-feira, 25 de julho de 2008

Estudo prospectivo do consumo de café e risco de doença de Parkinson

O objetivo foi avaliar a predição do consumo de café sobre a incidência da doença de Parkinson. A população de estudo compreendeu 6710 homens e mulheres, com idade entre 50-79 anos e livres de doença de Parkinson no baseline. No baseline, pesquisas foram feitas sobre o consumo de café em um questionário auto-administrado com a média do número de copos consumidos por dia. Durante um seguimento de 22 anos, 101 casos incidentes de doenças de Parkinson ocorreram. Os casos de doença de Parkinson foram identificados por meio de um registro de âmbito nacional de pacientes que receberam o reembolso da medicação, a qual é baseada sobre certificados do neurologista. Após os ajustes por idade, sexo, estado civil, educação, densidade da comunidade, etilismo, tempo para atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, hipertensão e colesterol sérico, o risco relativo para indivíduos que bebem 10 ou mais copos de café por dia comparado com não bebedores foi de 0.26 (95% intervalo de confiança 0.07–0.99, P-valor para tendência=0.18). A associação foi mais forte entre os indivíduos com sobrepeso e entre pessoas com menor nível de colesterol sérico (P-valor para interação=0.04 e 0.03, respectivamente). Os resultados suportam a hipótese de que o consumo de café reduz o risco de doença de Parkinson, mas o efeito protetor do café pode variar pela exposição de outros fatores.

Referência Bibliográfica:
SääKSJäRVI, K; KNEKT, P; RISSANEN, H. et al. Prospective study of coffee consumption and risk of Parkinson's disease. Eur J Clin Nutr; 62: 908-915, 2008.